Fernando Pellisoli
Sou o Poeta da Loucura da Pós-modernidade
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OS LABIRINTOS DA LOUCURA


Sou o poeta da loucura com cinco Eus fragmentados pelos labirintos herméticos do meu subconsciente erudito, transbordando-me em borbulhas de emoções artísticas; sendo o precursor do Teatro da Loucura... Entender a loucura profunda como eu me dimensiono é uma viva complexidade de subterfúgios da psique humana... Pois a velocidade dinâmica do meu pensar, num aparelho mental perfeccionista, com um cérebro saudável, subestimado por um transtorno bipolar, onde o meu humor desequilibra-se em profundas depressões, ou extremadas euforias... E estas tristezas com muito sofrimento (ou estas alegrias com muita felicidade) que fazem de mim um sujeito diferenciado, alimentado por uma genialidade extravagante... Não se preocupe que eu sei ser um vitupério as minhas avaliações do meu potencial; mas eu tenho a certeza de ser um médiun intuitivo, inspirado e curador, despontando nas manchetes da paranormalidade... E ser um artista polivalente é uma conseqüência desta causa paranormal, podendo sempre impressionar os meus sentidos aguçados às artes...
Existe uma variedade enorme de loucuras; mas eu represento a loucura profunda, onde o meu discernimento intelectual e moral são conjugados por uma lívida visão transcendental... Sou, a despeito destes meus inimigos invejosos, um artista completo – ainda que esteja vivendo no anonimato das pretensões inviáveis... Tenho a necessidade de expor-me artisticamente; mas as minhas atrozes dificuldades financeiras (sem nenhum apoio cultural) deixam-me com os pés e as mãos atadas... A arte é uma espécie de condenação na minha vida melancólica e dramática; mas tenho tido perseverança, força de vontade e esperança de deparar-me com situações mais favoráveis ao meu processo criativo... E o meu estudo autodidata tem sido o alvo alicerce dos meus enclinamentos vocacionais... A loucura que eu represento é substancialmente espiritualizada, sempre supervisionada por Espíritos Superiores do mundo espiritual... Tem a incumbência de promover uma revolução pacifista nos Sistemas de Coisas da nossa humanidade, criando um novo Sistema que se chamará Sistema Ecomunitarista...
A minha loucura profunda é expansiva, tendo que ser controlada com medicamentos psiquiátricos: sou dependente químico do carbonato de lítio para equilibrar o meu humor; e dependente químico do rivotril e do amplictil para afugentar a minha insônia... Os bipolares estão na moda, e muitos grandes artistas são portadores da bipolaridade... A bipolaridade não é sinônima de genialidade como alguns bipolares pensam: existem bipolares obtusos! O transtorno bipolar não tem nenhuma relação com a inteligência; mas a bipolaridade de pessoas que pensam muito (e compelidas por pensamentos muito acelerados) tem a postularidade de ser possuidora de uma excepcional genialidade... Agrade (ou não) ao leitor, sou um gênio confesso... E devo dizer que ser um gênio enlouquecido pelos meus cinco Eus fragmentados, instalados nos labirintos do meu subconsciente, não é tarefa muito fácil de cumprir, sem contar com esta ingente expiação forçada, com dramaticidades complexas, numa vida que se desenvolve através de intensos sofrimentos emocionais e corporais... Para entender a complexidade da minha loucura genial, somente lendo a minha autobiografia – ainda incubada no âmago da minha memória...
O Espiritismo salvou a minha vida dos meus pensamentos suicidas: a ciência que eu estudei sobre as leis imutáveis de Deus, a iluminação espiritual sobre a minha missão na Terra e o meu despertar sobre as ilusões materiais foram determinantes para aceitar a loucura da minha vida, e me transformar no artista polivalente que sou... Se a minha cruz é das muito pesadas, distanciando-me do meu gozo existencial, devo me conscientizar do resistente espírito que coabita no interior do meu organismo humano... Se por ventura eu enriquecer com a minha arte, quero espalhar o Bem por onde eu passar – e praticar a caridade e o amor ao próximo permanentemente, pois sei ser mais que necessário esta atitude minha de benevolência... Eu, Fernando Pellisoli, concordando com Allan Kardec, digo que nunca considerei o estudo espiritista um rito de religiosidade; mas entendendo sempre o Espiritismo como uma ciência e uma filosofia dos mundos espirituais, habitados pelos espíritos, que nos ensina a entender as complexidades da vida corpórea e da vida incorpórea dos espíritos... E todas as infinitas perfeições dos atributos do nosso Deus único e onipotente são visíveis particularidades da cientificidade divina... Todas as religiões têm muito que estudar a etérea doutrina espírita para se conscientizar das leis imutáveis de Deus, dos princípios fundamentais das leis dos espíritos e, sobretudo, discernir as loucuras profundas deste pensador espiritista...

FERNANDO PELLISOLI
Enviado por FERNANDO PELLISOLI em 25/09/2010


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