Fernando Pellisoli
Sou o Poeta da Loucura da Pós-modernidade
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SOBRE A SAUDADE


A saudade provoca a sensação que o tempo pára, enquanto a gente se propicia das lembranças de um passado remoto; que nos fez sonhar e ter emoções lindas... Todas as pessoas sentem saudades dos bons tempos vividos, e através das lembranças revivem as suas vivências existenciais...
O tempo vai passando, e nossas vidas vão sempre se modificando, alterando os nossos semblantes e as nossas rotinas cotidianas... Pois a saudade existe para que nós possamos nos lembrar, através das nossas memórias, dos acontecimentos que ocorreram no passado... É assim que podemos fazer avaliações psicológicas, materiais e espirituais em nossas vidas abertas às metamorfoses... Entendemos os conflitos dos nossos momentos atuais, analisando os pormenores dos tempos passados; recuperados através dos sentimentos saudosos, que nos perpassam ao nosso aparelho mental – sempre nos induzindo às reflexões...
Quando sentimos saudades, geralmente estamos a recordar os melhores momentos de nossas vidas e que, infelizmente, não voltam mais... Mas se estes bons momentos não voltam mais, porque ficar revivendo-os? Será que a saudade proporciona algo mais que apenas nos conduzir emocionalmente ao passado? Devemos pensar que sim, pois as recordações do nosso passado explicam, em detalhes, o tipo de vida que estamos vivendo... São os fatos do passado que construiram os alicerces do presente, assim como os fatos do nosso presente construirão os alicerces do nosso futuro... É através da saudade que podemos analisar o nosso comportamento atual e as suas implicações... Se as nossas vidas não estão muito acertadas, podemos ir ao passado, através da saudade, e descobrir quais foram os nossos erros que nos acarretaram um presente desagradável...
Não podemos entender a saudade apenas como uma interrupção atemporal, onde podemos nos deliciar com as recordações dos nossos momentos maravilhosos... É evidente que, a princípio, o que nos importa na saudade é a possibilidade de revivermos um passado que nos interessa... Mas não podemos imaginar o quanto a saudade é tão mais relevante que meras recordações: esta possibilidade de nos unir ao passado, através do pensamento, tem funções muito mais específicas no que tange ao conhecimento humano...
É possível que se entenda novos mecanismos de poder analisar os efeitos da saudade na nossa psique: quem desconhece a ciência espírita, talvez fique de menor alcance as proposições aplicadas nos sintomas saudosos... É por possuirmos o livre-arbítrio que os nossos atos fazem parte da criação de nossos futuros: não sentimos saudades dos nossos futuros porque os desconhecemos – não podemos sentir saudades de fatos que, a princípio, ainda não ocorreram.. Mas sobre o nosso passado é possível estudar os fatos principais e mais marcantes: e devem ser analisados intelectual e moralmente, pois o que somos hoje dependeu única e exclusivamente das ações do nosso passado.. É de se entender, portanto, que os nossos momentos pregressos são responsáveis pelo nosso destino atual – o que se conclui que nós somos aquilo que nós fizemos conosco, sendo os únicos culpados de nossas lamúrias e os nossos dissabores...
A saudade é tão reveladora dos destinos humanos, porque são nas vidas pregressas que nós encontramos as deformações do nosso psiquismo... As aplicações psíquicas das regressões psicológicas e da psicanálise são viagens no túnel do tempo, indo ao passado de vidas anteriores à nossa vida atual... São os pensamentos saudosos, que ficam registrados na nossa memória, que conduzem o paciente regressivo aos fatos das vidas pregressas... E nestes casos, a saudade não relembra apenas os momentos agradáveis; mas, indubitavelmente, os momentos dramáticos...
Podemos perceber que o papel da saudade é muito mais relevante do que se pode imaginar, pois as lembranças dos fatos do passado nos explicam as nossas tendências em perseverar pelos caminhos do Bem ou do Mal... E que somos o resultado de nossas ações pregressas, inclusive de outras vidas reencarnatórias, tendo que assumir todos os pormenores de nossas vidas atuais – que podem ser bons ou maus, de acordo com as nossas atitudes passadas... E se somos responsáveis pelos nossos destinos, temos que aceitar, com dignidade, as provas, as expiações e as missões, concebidas através do processo reencarnatório...
A saudade pode nos orientar na nossa vida atual, representando a melhor proposta regenerativa: querendo melhorar as nossas vidas, não devemos incorrer nos mesmos erros do nosso passado; nem cometer os mesmos pecados e os mesmos vícios – desde que queiramos nos aperfeiçoar, depurando as imperfeições em prol da purificação dos nossos espíritos... Vejam, portanto, o quanto a saudade nos conduz a uma realidade cósmica e espiritual, devendo ser aplicada em favor do discernimento humano...




FERNANDO PELLISOLI
Enviado por FERNANDO PELLISOLI em 09/10/2010


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