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Fernando Pellisoli
Sou o Poeta da Loucura da Pós-modernidade
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A ARTE MERCANTILISTA


É com rigor que pretendo abordar este assunto de extrema relevância, ao parecer dos especialistas, no fenômeno cultural que a arte mercantilista provoca na insuficiente socialização dos povos da nossa humanidade.
A maioria dos artistas materialistas busca na arte o sucesso inebriante e a fortuna desmedida, não tendo a menor preocupação de trazer inovações culturais de vanguarda – motivos estes que todos os artistas revolucionários sempre apresentam na manifestação dos seus trabalhos artísticos.
O mercantilismo artístico tem ajudado, sem dúvida alguma, no processo de massificação dos povos, endeusando o artista em detrimento da opressão das massas operárias. É com muito juízo crítico que constato tamanha negligência por parte dos artistas mercantilistas, no desenvolvimento de suas artes voltadas ao capitalismo desumano. Eles são coniventes com todas as injustiças sociais, ignorando as mazelas dos povos, criando uma arte consumista e despretensiosa. Criar arte para os mercantilistas significa apenas apropriar-se do lucro abusivo, sempre usando e abusando da boa fé das massas oprimidas. Na verdade, os artistas mercantilistas fazem mais política do que a arte propriamente dita. Passam, através das suas manifestações artísticas, os pensamentos que são apropriados ao Sistema, colaborando com a centralização do poder em uma única classe dominante. É por isso que eu digo que eles são mais políticos do que artistas. E na grande maioria dos casos, os artistas mercantilistas vêm das classes operárias, de famílias humildes, esquecendo rapidamente as origens, hipnotizados pela fama e pelas riquezas materiais.
Alguns artistas mercantilistas até tentam criar uma arte que proporcione a politização dos povos; mas a sede do sucesso imediatista e a vontade de enriquecer cada vez mais amortecem os germens criativos da arte revolucionária. Alguns tentam ser mais expressivos e mais intelectualizados; mas acabam produzindo uma arte elitista. E os povos acabam sempre sendo usados como veículo de enriquecimento abusivo. E quando eu falo de artistas mercantilistas, falo de todas as artes. O futebol, por exemplo, é uma arte. Os jogadores saem das massas oprimidas e enriquecem jogando futebol. Ficam famosos e nada fazem para amenizar os problemas sociais. Faltam-lhes os condimentos necessários, espirituais e intelectuais, para revolucionar as sociedades humanas.
Os artistas mercantilistas estão infiltrados em todos os meios de comunicação, e trabalham, efetivamente, para os grandes meios de produção: ou seja, para os poderosos! É por isso que o mundo em que vivemos custa muito a evoluir. O progresso social é muito lento, pois os artistas revolucionários de vanguarda, e são poucos, costumam influenciar o meio social onde vivemos muito tempo depois de suas mortes.
A ilusão materialista e a falta de uma visão espiritual têm sido a mola propulsora dos artistas mercantilistas, que julgam estarem vencendo na vida por terem alcançado o sucesso e a riqueza material. Pois estão todos iludidos e marcando passo na vida espiritual.
Penso que já está de bom tamanho. E o que foi dito deve ser refletido pelos falsos heróis da humanidade.





FERNANDO PELLISOLI
Enviado por FERNANDO PELLISOLI em 22/09/2010


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